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engenharia da cobertura para a Copa

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14/09/2026
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engenharia da cobertura para a Copa
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Reforma do estádio para a Copa de 2014 mobilizou cerca de 400 toneladas de equipamentos e sistemas especiais de escoramento para execução da cobertura e das arquibancadas.

A modernização da Arena da Baixada, em Curitiba (PR), para a Copa do Mundo de 2014 exigiu soluções especiais de engenharia para execução da cobertura metálica e das novas estruturas do estádio.

Durante as obras, a Mills forneceu aproximadamente 400 toneladas de equipamentos, incluindo sistemas de escoramento, formas metálicas, andaimes tubulares e escadas de acesso.

Um dos principais desafios estava na montagem da cobertura. As estruturas de escoramento precisavam dar suporte às vigas metálicas com cerca de 200 metros de comprimento utilizadas no empreendimento.

Torres de escoramento sustentaram execução da cobertura

Para atender às características da obra, foram utilizados dois sistemas de escoramento: Alumills e Millstour.

Segundo as informações divulgadas durante a construção, oito torres em Alumills foram montadas no trecho sobre o campo e outras oito torres em Millstour foram instaladas sobre as arquibancadas.

Leia também: Torres e hotel possuem estruturas concretadas no canteiro

O fornecimento envolvia ainda uma equipe de 20 montadores, um engenheiro e assistência técnica durante a execução dos serviços.

Além da cobertura, equipamentos da Mills foram empregados na construção das arquibancadas, com formas metálicas e escoramento em Alumills associado ao sistema Millsdeck.

Alumills permitia cargas de até 14,3 toneladas por poste

O Alumills era um sistema de escoramento produzido em alumínio e formado principalmente por grandes escoras e treliças responsáveis pelo travamento da estrutura.

As escoras eram interligadas pelas treliças, permitindo a formação das torres utilizadas para sustentar temporariamente as estruturas durante diferentes etapas da construção.

Uma das características do sistema era sua capacidade de carga, que podia chegar a 14,3 toneladas por poste, segundo as especificações divulgadas pela Mills.

O sistema de acoplamento rápido também buscava facilitar as operações de montagem e desmontagem no canteiro.

Millstour se adaptava à altura e às condições da obra

Nas áreas sobre as arquibancadas, a solução utilizada foi o Millstour.

O sistema era composto por torres de encaixe com ajuste telescópico, permitindo adaptações às diferentes condições de altura e terreno encontradas durante a execução.

As torres possuíam capacidade de aproximadamente seis toneladas por poste.

Outra característica era a possibilidade de movimentar conjuntos previamente montados entre diferentes frentes de serviço, reduzindo a necessidade de desmontagem completa a cada mudança de posição.

Cerca de 400 toneladas de equipamentos foram mobilizadas

A escala da intervenção pode ser percebida pelo volume de estruturas temporárias necessárias.

Somando sistemas de escoramento, formas metálicas, andaimes e equipamentos auxiliares, aproximadamente 400 toneladas de equipamentos foram destinadas à obra.

Embora essas estruturas não permaneçam no estádio depois da conclusão, elas desempenham uma função fundamental durante a construção.

Escoramentos precisam absorver temporariamente cargas das estruturas enquanto elementos definitivos são montados, concretados ou alcançam resistência suficiente para trabalhar de maneira independente.

Na Arena da Baixada, essa engenharia provisória tornou possível executar tanto elementos das arquibancadas quanto etapas relacionadas à grande cobertura metálica.

Reforma preparou a Arena da Baixada para a Copa de 2014

A intervenção fazia parte da preparação do estádio paranaense para receber partidas da Copa do Mundo de 2014.

À época das informações divulgadas, a conclusão da cobertura metálica estava prevista para outubro, enquanto a finalização das obras do estádio era esperada para dezembro.

O cronograma acabaria passando por mudanças ao longo da execução, até que a arena fosse entregue para receber os jogos do Mundial.

A reforma transformou profundamente o estádio e incorporou novas estruturas, instalações e soluções construtivas necessárias para atender às exigências da competição.

Engenharia temporária também faz parte das grandes obras

A modernização da Arena da Baixada evidencia uma parte da construção que desaparece quando uma obra termina.

Torres de escoramento, formas, andaimes e estruturas auxiliares não fazem parte do edifício entregue ao usuário, mas são fundamentais para tornar sua construção possível.

No caso da cobertura do estádio, sustentar temporariamente estruturas metálicas de grandes dimensões exigiu sistemas capazes de combinar capacidade de carga, estabilidade, adaptação geométrica e produtividade de montagem.

Leia tambem: Cobertura metálica da Arena da Amazônia começa a ser montada

As cerca de 400 toneladas de equipamentos mobilizadas para a Arena da Baixada mostram a escala dessa engenharia provisória e ajudam a contar como grandes estruturas esportivas brasileiras foram construídas e modernizadas.

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Fonte: https://revistaoe.com.br/arena-da-baixada-engenharia-cobertura-escoramento/

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